Relatos de Saúde

Saúde da mulher · Menopausa · Relato

A canetinha para emagrecer age justo no freio que a menopausa afrouxa. Eu descobri aos 54, quando ela custava quase o meu salário.

Na menopausa, o estrogênio cai e a fome perde o freio: o GLP-1, o mesmo hormônio que a caneta imita. Não era falta de força de vontade. Achei o mesmo princípio ativo da caneta da farmácia, com acompanhamento médico e receita, pela metade do preço. Sem Paraguai.

Saí da farmácia sem ela. Meses depois, o mesmo princípio ativo chegou na minha casa, com receita e caixa térmica.
Saí da farmácia sem ela. Meses depois, o mesmo princípio ativo chegou na minha casa, com receita e caixa térmica.

Você já ouviu falar da canetinha. O que ninguém te contou é o que ela tem a ver com a menopausa.

Você já viu os vídeos. A vizinha que emagreceu, a prima, a colega do serviço. Todo mundo falando da canetinha.

Eu também vi. E perguntei o preço na farmácia: quase o meu salário.

Só depois eu entendi por que ela faz tanto barulho entre as mulheres da nossa idade. A canetinha age justo no freio da fome que a menopausa afrouxa.

E entendi o resto. Dava para ter o mesmo princípio ativo, com acompanhamento médico e receita, por menos da metade do preço da farmácia. Sem Paraguai.

Mas, para você entender como uma costureira de 54 anos chegou nisso, preciso começar por duas fotos de Natal.

Natal de 2023 e Natal de 2025, na mesma mesa. Entre uma foto e a outra, 20 quilos.
Natal de 2023 e Natal de 2025, na mesma mesa. Entre uma foto e a outra, 20 quilos.

A mesma mesa. A mesma família. Só eu não era a mesma.

Em janeiro, logo depois das festas, a minha filha, a Jéssica, me pediu as fotos dos últimos Natais. Queria fazer um álbum para a vó dela.

Abri o celular e pus duas lado a lado. A do Natal de 2023 e a do Natal de 2025.

A mesma parede, a mesma arvorezinha. O meu marido, de bigode. A minha mãe, de cabelo branco.

Na de 2023, a Jéssica não aparece. Foi ela que tirou. Na de 2025, ela pôs o celular no timer e entrou na foto com o namorado.

Só eu não era a mesma.

Em 2023, eu estava de vestido azul-marinho, de cinto. Em 2025, de regata vermelha. Era a única blusa de festa que ainda me servia.

Entre uma foto e a outra, foram 20 quilos em 2 anos. Os 2 anos depois que a minha menstruação parou de vez.

E eu nunca tinha comido tanta salada.

Salada, legume cozido, frango grelhado. Fritura, nem pensar. Andava o mesmo tanto até o ponto de ônibus.

Fiquei um tempão olhando as duas. Depois apaguei a tela e fui chorar no banheiro, para ninguém ver.

Meu nome é Sandra. Tenho 54 anos. Sou costureira numa confecção há 22 anos, e canto no coral da igreja.

Passei a vida soltando a cintura da saia dos outros. Até o sábado em que soltei a minha.

E de todo lado eu ouvia a mesma frase: "é da idade".

Hoje eu sei o que queria ter sabido lá atrás.

A culpa não era minha. E "é da idade" era só metade da frase.

O corpo tinha trocado as regras. E eu seguia jogando pelas velhas.

Se você também faz tudo certinho e a balança sobe mesmo assim, este texto é para você.

Logo é Natal de novo. A Jéssica vai juntar todo mundo na mesa e tirar a foto.

Antes disso, quero te contar o que eu descobri. Do que me envergonho, do medo que passei e de quanto custava a caneta para emagrecer.

E do dia em que alguém, finalmente, leu tudo o que eu tinha para dizer.

E do sábado em que eu sentei de novo na máquina de costura. Dessa vez, para apertar.

Mas primeiro preciso confessar uma coisa. Eu já fui a mulher que dizia: "é só fechar a boca".


Eu era a magrinha do coral. E disse à minha amiga: "é só fechar a boca".

A Neide e eu, oito anos atrás. Eu ria. Ela puxava a blusa para baixo.
A Neide e eu, oito anos atrás. Eu ria. Ela puxava a blusa para baixo.

A Neide canta no coral comigo há mais de vinte anos. Ela é quatro anos mais velha que eu.

Sempre foi a mais caprichosa de nós. Fazia caminhada, levava fruta de lanche, não tocava em refrigerante.

Eu era a magrinha. Comia pão com manteiga e doce de festa, e quase não engordava. Achava que era mérito meu.

Quando a Neide fez uns 50 anos, o corpo dela começou a mudar.

A barriga cresceu. A saia azul do coral começou a apertar. E ela trazia a saia para eu soltar a cintura.

Uma vez, eu soltei. Na outra, soltei de novo.

Na terceira, com a saia no colo e a boca cheia de alfinete, eu falei a frase.

"Neide, é só fechar a boca, mulher."

Ela não respondeu. Pegou a saia, dobrou e foi embora.

Dias depois, na cozinha da igreja, ela me olhou com os olhos cheios d'água.

"Você acha que eu não tento, Sandra? Eu tento todo santo dia."

Eu não acreditei nela. Achei que ela beliscava escondido. Que comia de noite.

A Neide ficou meses sem ir ao ensaio. E eu achei que a culpa era dela.

Eu tinha 46 anos. Magrinha e cheia de razão.

Nunca me passou pela cabeça que eu estava só quatro anos atrás dela.

Aí a minha menstruação parou. E a saia que eu tive de soltar foi a minha.

A tesourinha de descosturar, na minha própria saia.
A tesourinha de descosturar, na minha própria saia.

Com 49 anos, a menstruação começou a falhar. Vinha, sumia, voltava. Aos 51, parou de vez.

Veio o calorão. Veio o sono picado. E veio uma coisa que ninguém tinha me avisado.

Eu não comi mais. A mesma marmita de salada. O mesmo caminho a pé até o ponto.

Mesmo assim, a balança, que antes subia um pouquinho por ano, disparou.

E o que subia ia parar num lugar só: na barriga. Uma barriga que eu nunca tive.

Num sábado de manhã, antes da festa da igreja, peguei a minha saia do coral. Não fechava.

Sentei na máquina. Peguei a tesourinha de descosturar. E soltei a minha própria cintura.

No meio da costura, ouvi a minha voz, de anos atrás: "é só fechar a boca, mulher".

Parei a máquina. Chorei em cima do pano.

Pela primeira vez, eu entendi o que a Neide tinha sentido.


"É da idade", me disseram de todo lado. Ninguém me contou o resto.

Tudo normal no papel. E a saia não fechava.
Tudo normal no papel. E a saia não fechava.

Fui ao posto. Fiz exame de sangue. Deu tudo normal.

Ouvi da minha mãe, da moça do salão, das irmãs da igreja.

"É da idade, Sandra. Acontece com toda mulher."

Muita gente fala com carinho. E a idade explica uma parte, sim.

Mas "é da idade" não é uma explicação. É um ponto-final colocado no meio da frase.

Eu queria saber o resto da frase. Então fiz o que costureira faz quando a roupa não fecha. Fui atrás da medida.


Fui buscar as provas contra mim mesma. Elas me absolveram.

Na confecção, todo ano tem exame da firma. A enfermeira pesa a gente e anota no papel.

E costureira guarda tudo, até retalho. Eu tinha doze anos desses papéis numa pasta de plástico.

Num domingo, espalhei tudo na mesa de corte. Eu queria pegar a minha mentira: provar que eu comia mais e não percebia. Do jeito que eu pensava da Neide.

Do lado dos papéis, pus a minha marmita. O mesmo pote de vidro de tampa azul, há doze anos. Salada, legume cozido e um filé de frango grelhado.

Doze anos de exame da firma e o mesmo pote de salada. Os dois últimos, eu circulei de vermelho.
Doze anos de exame da firma e o mesmo pote de salada. Os dois últimos, eu circulei de vermelho.

O pote não cresceu. Mas o número no papel subia.

Nos primeiros anos, era um degrau por ano. Com a idade, o corpo costuma gastar um pouco menos, mesmo parado. O mesmo pote começa a passar da conta.

Isso explicava o degrau. Não explicava o resto.

Depois que a menstruação parou, o degrau virou escada. 20 quilos em 2 anos, os das fotos de Natal. E quase tudo foi para a barriga.

Eu comia igual. O corpo é que mudou de ritmo.
Eu comia igual. O corpo é que mudou de ritmo.
Não era mentira minha. E nunca tinha sido mentira da Neide.

No ônibus das cinco e meia, li um estudo. Era sobre a minha barriga.

Li duas vezes antes de chegar no meu ponto.
Li duas vezes antes de chegar no meu ponto.

Quem mandou foi a Jéssica, pelo WhatsApp: "Mãe, lê isso. Parece você."

Li no ônibus, indo para a confecção.

Era um estudo dos Estados Unidos. Acompanhou 380 mulheres por quase 12 anos, com um exame que mostra onde a gordura fica. Coisa que a balança de casa não faz.

Doze anos. Igual à minha pasta da firma.

A Jéssica traduziu para mim e pintou de amarelo a parte que era eu.
A Jéssica traduziu para mim e pintou de amarelo a parte que era eu.

Na menopausa, em média, a gordura de dentro da barriga começou a crescer mais depressa que a do quadril e da coxa. Depois, o ritmo diminuiu. Mas não parou.

E essa gordura de dentro, em volta dos órgãos, não é só a barriga marcando a roupa. Num estudo grande, das gorduras da barriga, foi a que mais andou junto com açúcar alto e pressão alta.

Pensei na saia da Neide. Depois, na minha.

Com a idade, o corpo já muda as regras. Na menopausa, muda mais depressa. E muda justo onde dói: na barriga.

A idade e a menopausa, no mesmo corpo. Nenhuma das duas se chama preguiça.

Desci no ponto com a cara lavada de choro. Pela primeira vez em cinco anos, eu não me sentia culpada.


Quem mudou as regras? O estrogênio: a encarregada do corpo se aposentou na menopausa.

Faltava uma pergunta: por que justo na menopausa?

Fui atrás da resposta. A pista era um hormônio que cai nessa fase: o estrogênio.

Na hora, lembrei da nossa encarregada, que se aposentou no ano passado. Era ela que dizia onde ia cada peça. Na primeira semana sem ela, achei gola na caixa das mangas.

No meu corpo, o estrogênio fazia um pouco esse papel. Ajudava a guardar a gordura no quadril e na coxa. Ajudava a segurar o músculo. E ajudava a segurar o freio da fome.

Na menopausa, ele cai. A encarregada do meu corpo se aposentou.

O jaleco ficou pendurado. E ninguém me avisou.
O jaleco ficou pendurado. E ninguém me avisou.

E cada coisa foi parar no lugar errado. A minha gordura passou a ir para a barriga. O meu músculo começou a ir embora. A minha fome ficou com o freio frouxo.

E músculo é o que gasta, até parada. Com menos músculo, o mesmo pote pode passar ainda mais da conta.

Na confecção, em poucas semanas, alguém ensinou as regras novas. No meu corpo, ninguém me ensinou nada.

Não foi preguiça. Foi uma encarregada que se aposentou.

A minha fome perdeu um freio. E eu continuei jogando com as regras velhas.

A regra nova que mais me pegou foi a da fome.

Depois que a gente come, o intestino solta um hormônio chamado GLP-1. Ele é o freio da fome: avisa o cérebro que já chega.

E o estrogênio ajudava esse freio. Em estudos, as mulheres que já tinham passado da menopausa tinham menos GLP-1 no sangue do que as mais novas.

Isso eu sentia sem saber o nome. Quando eu ainda menstruava, a minha fome mudava com os dias do mês. Nos dias de estrogênio alto, a mulher come menos.

Menos estrogênio, menos GLP-1. Menos GLP-1, menos freio. E a fome passa a apitar mais alto no cérebro.

Outro estudo acompanhou mulheres por anos, antes, durante e depois da menopausa. Na menopausa, a fome e a vontade de comer subiram e continuaram altas. E elas estavam comendo menos.

Esse eu imprimi e preguei no mural, do lado da minha máquina. (Duval e cols., Eur J Clin Nutr, 2014)
Esse eu imprimi e preguei no mural, do lado da minha máquina. (Duval e cols., Eur J Clin Nutr, 2014)

Li de novo, devagar. Era eu. Eu nunca tinha comido tanta salada. E a fome não me largava.

Quando a balança disparou, eu tinha feito o que toda mulher faz. Cortei o pão. Cortei a janta.

Às dez da manhã, eu já tremia na máquina. A balança descia um pouco e voltava para o degrau dela.

Eu não estava sem força de vontade. Eu estava segurando a fome na marra, com o freio frouxo.

Caminhei e fiz os aparelhos da praça. Fiquei mais disposta. A barriga ficou.

Tomei chá, tomei shake no lugar da janta, comprei cápsula de "seca barriga" pela internet. Nenhuma tinha um médico olhando o meu caso.

Tudo isso eu fiz. Nada disso sabia das regras novas.
Tudo isso eu fiz. Nada disso sabia das regras novas.

Depois li a parte que me deu raiva. Em estudos grandes, quem seguiu só a orientação de sempre, de dieta e exercício, perdeu, em média, de 2% a 3% do peso em mais de um ano.

Não é falta de esforço. As regras velhas, sozinhas, rendem pouco.

Mostrei esse número para a minha vizinha, a Lurdinha, no portão.

"Quer dizer que a gente faz tudo certo pelas regras erradas?"

Foi a melhor frase que eu ouvi este ano.

O corpo mudou as regras. O método é que ficou o mesmo.

Comer menos e mexer mais era a regra do corpo de antes. Com o freio frouxo, essa regra venceu. E ninguém avisou.

Ninguém avisou que a regra tinha vencido.
Ninguém avisou que a regra tinha vencido.

Ela pegou a Neide. Poucos anos depois, me pegou. E fez as duas acharem que a culpa era delas.

Eu fiz o que mandaram. O que mandaram é que estava incompleto.

A consulta é corrida. O conselho velho cabe nela. A regra nova não cabe. Ninguém foi malvado comigo. Só que ninguém me ensinou a jogar com as regras novas.

Se você também fez tudo isso: você fez com o que tinha. O que existia no caminho é que estava pela metade.

Veja quantos destes sinais você reconhece. Eu marquei os oito.

Quando contei isso no grupo de mulheres da igreja, cada uma tinha a sua versão da mesma história. Juntei os sinais que mais apareciam. Não é exame. É só um espelho.

Conte quantos parecem com a sua vida. Se forem 4 ou mais, o problema pode não ser o seu esforço. Pode ser uma regra que venceu sem avisar.

  • A comida é a mesma de anos, e a balança sobe todo ano.
  • A barriga cresceu de um jeito que nunca tinha crescido antes.
  • A roupa começou a apertar mais na cintura do que no resto.
  • A fome mudou: vem mais cedo, mais forte, e a cabeça fica na comida.
  • Já fez dieta, caminhada, academia ou nutricionista, e nada adiantou de verdade.
  • Os exames vieram "normais", e alguém disse que é da idade.
  • Tudo começou junto com o calorão, o sono ruim ou a menstruação falhando.
  • Olha no espelho, ou numa foto de família, e não se reconhece.

Vale conversar com um médico. Só ele diz o que acontece em cada caso.

Um aviso honesto: o caminho que eu vou contar é para quem tem peso a mais de verdade, medido pelo médico. Para quem quer perder só um ou dois quilos, ele não é indicado.

A caneta custava quase o meu salário. Saí da farmácia sem ela.

Depois de tudo o que eu li, pensei na caneta para emagrecer.

A Rose, colega da máquina do lado, tinha uma prima fazendo, com médico.

Num sábado, entrei numa farmácia grande do centro e perguntei o preço.

O moço do balcão falou o valor. Eu agradeci, sorri e saí.

Sentei no banco do ponto de ônibus e fiz a conta no verso da nota do mercado.

A conta que eu fiz no ponto de ônibus. Não fechava.
A conta que eu fiz no ponto de ônibus. Não fechava.

Um mês daquela caneta era quase o meu salário inteiro.

E aquilo era só o remédio. Sem consulta particular. Sem nutricionista. Sem retorno.

Eu não era a única. Uma mulher escreveu num fórum, sobre a caneta que a médica dela indicou: "custa praticamente meu salário".

Desisti antes de começar. Não porque eu não queria. Porque a conta não fechava.

E aí eu fiz a maior besteira da minha vida.


Então comprei uma caneta do Paraguai. Ela ficou uma semana na minha geladeira.

A caixinha sem rótulo, atrás do requeijão.
A caixinha sem rótulo, atrás do requeijão.

A Rose conhecia um moço que vendia mais barato, pelo Instagram. Diziam que vinha do Paraguai.

Mandei o Pix com a mão tremendo. Eu ainda achava que era trapaça. Mas o desespero falou mais alto.

Chegou num isopor, com o gelo já derretido. Sem receita. Sem papel nenhum explicando. Sem ninguém do outro lado.

Guardei na porta da geladeira, atrás do requeijão.

Toda noite eu abria a geladeira, olhava e fechava.

Qual era a dose certa para mim? Estava bem guardada? De onde tinha vindo, de verdade?

E se eu passasse mal de noite, ia ligar para quem? Para o moço do Instagram?

Uma semana assim. Nunca tive coragem de usar.

Perdi o dinheiro. Mas ali eu entendi uma coisa que vale mais.

Eu tinha o remédio na mão e não tinha nada. Nem a origem. Nem a dose certa para o meu corpo. Nem alguém olhando o meu músculo.

O nome do remédio qualquer uma acha na internet. O resto não está lá.

"Remédio para emagrecer é coisa de preguiçosa." Eu pensava assim. Até entender o freio da fome.

Vou ser sincera. Mesmo com aquela caneta na geladeira, eu achava que era trapaça. Coisa de quem não aguenta dieta. Igual eu pensava da Neide.

Quem me fez pensar diferente foi a Jéssica.

"Mãe, sabe o GLP-1, o freio da fome que a menopausa afrouxou? Tem remédio que imita ele."

Com o freio reforçado, o cérebro volta a ouvir o "já chega".
Com o freio reforçado, o cérebro volta a ouvir o "já chega".

A tirzepatida (tir-ze-pa-TI-da) é o remédio de algumas canetas para emagrecer. O nome é difícil. A ideia é simples.

O remédio imita o GLP-1 e mais um hormônio do intestino. São os hormônios do freio da fome.

O remédio não devolve o estrogênio. A menopausa afrouxou o freio da fome. O remédio reforça exatamente esse freio.

Não é preguiça. É ajuda para um freio que eu segurava sozinha, na marra.

E ajuda com receita, com dose certa e com alguém olhando. Não da porta da geladeira.


"Então é a idade, e pronto?" Num grande estudo, a menopausa não impediu o efeito.

Essa era a minha última dúvida sobre o remédio. Se é a idade, será que ainda adianta alguma coisa?

Primeiro, a Jéssica me mostrou quanto esse remédio rende. Com número.

No estudo principal dele, mais de 2.500 adultos foram acompanhados por 72 semanas. Mais de um ano.

Eram homens e mulheres, com peso acima do normal. Ninguém ali tinha diabetes.

Todo mundo recebeu o mesmo conselho de dieta e exercício. Só mudou uma coisa: o que tinha dentro da aplicação.

Uma parte tomou uma aplicação de mentirinha, igual por fora, sem remédio dentro. Essa parte perdeu, em média, uns 3% do peso.

Lembra dos 2% a 3% da dieta de sempre? Vem de estudos como este.

A outra parte tomou o remédio de verdade. Perdeu, em média, de 15% a 21% do peso, conforme a dose.

Na conta de costureira: uma mulher de 90 quilos ficou, em média, uns 13 a 19 quilos mais leve, em mais de um ano.

Mesma dieta, mesma caminhada. Só mudou o remédio. Média de 72 semanas.
Mesma dieta, mesma caminhada. Só mudou o remédio. Média de 72 semanas.

O número é de mais de um ano de tratamento.

Depois, pesquisadores olharam só as mulheres desses estudos, separadas pela fase. Antes, durante e depois da menopausa.

Em cada fase, o resultado foi na mesma direção. A menopausa não impediu o efeito.

Mesmo assim, qual remédio, e se ele serve para cada mulher, quem decide é o médico.

Para mim, bastou isto. A idade explica uma parte. Mas a idade não fechou o caminho.


Regra nova se aprende com quem conhece. A caneta sozinha não ensina.

A caneta da farmácia: cara demais. A do Paraguai: sem ninguém. A dieta sozinha: regra vencida.

O que eu precisava era de alguém que conhecesse as regras novas. Um médico para olhar o meu caso e a dose, que começa baixa e sobe aos poucos. Nada de "dose da vizinha". Uma nutricionista para o prato e o músculo. E alguém olhando de novo todo mês.

Médico, nutricionista, WhatsApp e alguém olhando todo mês.
Médico, nutricionista, WhatsApp e alguém olhando todo mês.
A receita decide qual tratamento. Não decide a dose do mês que vem, o músculo que pode sair junto com o peso, nem o que fazer quando o tratamento mudar. Isso é de quem acompanha.

Faltava só uma coisa: um caminho desses que coubesse no meu mês.


Minha filha me mostrou a Vauti: médico e nutricionista pelo celular. Achei que era golpe.

A Jéssica mandou outro link. "Mãe, olha. É com médico e com nutricionista. Pelo celular."

Eu, que já tinha perdido dinheiro com o moço do Instagram, fui logo desconfiando. Mas fui ler.

A Vauti é um serviço de saúde pela internet, feito no celular. Você responde um questionário, e um médico avalia o seu caso.

O médico é de uma clínica que trabalha com a Vauti. Quando ele indica o tratamento, a receita vai para uma farmácia parceira. E o remédio chega em casa.

Tem nutricionista acompanhando durante o plano. E tem gente no WhatsApp todos os dias.

Depois a Jéssica me mostrou um conteúdo de marca que a Vauti publicou no site do jornal O Globo.

Conteúdo de marca publicado no site do jornal O Globo.
Conteúdo de marca publicado no site do jornal O Globo.

Nesse conteúdo, Matheus Senna, um dos fundadores da Vauti, explica por que ela existe:

Trecho do mesmo conteúdo de marca.
Trecho do mesmo conteúdo de marca.

"Durante muito tempo, fazer esse tratamento com segurança era coisa para quem tinha dinheiro. […] Quem não podia pagar acabava se virando sozinho, comprando por conta própria ou usando medicação clandestina."

Clandestina quer dizer escondida, sem autorização.

Li aquilo e pensei: era eu. A que se virou sozinha, com uma caixinha sem rótulo na porta da geladeira.

Ele ainda diz: "A Vauti nasceu para mudar essa conta […]".

Era a minha conta. A do verso da nota do mercado.


Antes de responder, fui ver quem já tinha feito: as clientes da Vauti.

Eu ainda estava desconfiada. Então fui olhar o site da Vauti com a Jéssica.

Tem uma parte com fotos e depoimentos de clientes. A primeira que eu li foi a da Vera. Parecia eu.

Vera, 1 ano de acompanhamento

"Eu não adquiri o peso de um dia pro outro"

Vera, 1 ano de acompanhamento

"A gente quer emagrecer rápido, mas eu não adquiri o peso de um dia pro outro. Minha nutri Renata é maravilhosa […]. Quase desanimei por não ver resultados imediatos, e ela sugeriu que eu me medisse. Ao perceber a perda de centímetros, ganhei motivação! […] me sinto mais ágil e feliz, até consegui cruzar as pernas!"

Depoimento e fotos publicados pela Vauti no site dela.

Nathalie, 2 meses de acompanhamento

"Mudanças que vou levar a longo prazo porque foram personalizadas pra mim"

Nathalie, 2 meses de acompanhamento

"[…] Cheguei a pesar 92,3 kg, vivia cansada, sem vontade de fazer nada e com dores. Agora me sinto disposta, durmo melhor e meu humor melhorou. E minhas calças jeans voltaram a servir! Mudanças que vou levar a longo prazo porque foram personalizadas pra mim. […]"

Depoimento e fotos publicados pela Vauti no site dela.

Ali eu vi que não era só eu. E nenhuma delas tinha feito isso sozinha.

QUERO VER SE ME QUALIFICO

Você vê o valor antes de pagar · se o médico disser não, o dinheiro volta inteiro


O dia em que um médico leu tudo o que eu tinha para dizer.

A Jéssica do lado, só olhando.
A Jéssica do lado, só olhando.

Respondi o questionário num domingo, depois do almoço.

Levou poucos minutos. Perguntou peso, altura, os remédios que eu uso, as doenças da família. Perguntou o que eu esperava.

No fim, apareceu o plano e o valor, antes de qualquer cobrança.

Fiz a conta no papel, do jeito que fiz no ponto de ônibus. Os 2 meses, com médico e nutricionista, saíam por menos que 1 mês só da caneta. Dessa vez, a conta fechava. Dava para parcelar os 2 meses no cartão, em até 12 vezes, ou em menos vezes. Escolhi o que cabia no meu bolso.

Paguei.

Na segunda-feira, um médico já tinha lido as minhas respostas.

Contei da menstruação que parou. Do calorão. Da saia do coral. Contei até da Neide.

Ele não me escreveu "é da idade". Escreveu outra coisa, que eu guardei:

"Sandra, li tudo, até a parte da saia. Vamos começar com dose baixa e ir ajustando junto com você."

E pediu: "Conte tudo o que você já usa, inclusive hormônios."

Eu chorei lendo aquilo. De alívio. Alguém tinha me ouvido inteira.

A receita foi para a farmácia parceira. O tratamento chegou em casa dentro do prazo, numa caixa térmica, com o gelo ainda gelado. Bem diferente do gelo derretido do Paraguai.

Nas primeiras semanas, tive enjoo. Fiquei com medo. Mandei mensagem no WhatsApp.

Do outro lado, tinha gente. O médico acompanhou e foi ajustando comigo.

A nutricionista foi a primeira pessoa a cuidar do meu músculo.

"Sandra, quando o peso cai, por qualquer caminho, parte do que sai é músculo. Nos estudos, com treino de força, essa parte foi menor."

Montamos o prato juntas. Ninguém me mandou passar fome.

Ela me incentivou a fazer exercício de força.

Pela primeira vez, alguém me ensinou a jogar com as regras novas. Escrevi num papel e colei na geladeira, no lugar da regra vencida:

A minha fome perdeu um freio.

Não seguro mais na marra. O tratamento reforça o freio do GLP-1, se o médico indicar. A dose começa baixa, e todo mês alguém olha de novo.

O mesmo prato passa da conta.

Prato montado com a nutricionista, com a comida de casa: salada, legume e o meu grelhado.

O músculo começa a ir embora.

Exercício de força em casa, com garrafa de areia, vendo a novela.

Nenhuma delas eu teria aprendido sozinha.

Meses depois, sentei na máquina para apertar a saia do coral.

Não vou falar de número. Mas vou contar da saia.

Num sábado, vesti a saia para o ensaio. Sobrava pano na cintura.

A mesma saia do coral. Agora sobrava pano.
A mesma saia do coral. Agora sobrava pano.

Sentei na mesma máquina. Peguei a caixinha de alfinetes. E, dessa vez, apertei a minha própria cintura.

Ri sozinha no quartinho de costura, com a boca cheia de alfinete.

A fome também mudou. O freio voltou a segurar.

O pote de salada passou a voltar da firma com comida dentro. Eu ficava satisfeita antes do fim.

Pela primeira vez em anos, sobrou comida no pote.
Pela primeira vez em anos, sobrou comida no pote.

Mas o que mudou de verdade foi outra coisa. Eu parei de brigar com o meu corpo. E agora jogo com as regras novas, com alguém do meu lado.


Pedi perdão para a Neide na cozinha da igreja, descascando batata.

A Neide e eu, oito anos depois.
A Neide e eu, oito anos depois.

No sábado do almoço da igreja, cheguei cedo. A Neide estava na cozinha, descascando batata.

Sentei do lado dela. Peguei uma faca e uma batata. Fiquei um tempão sem saber como começar.

"Neide, me perdoa. Pelo 'é só fechar a boca'."

Ela parou a faca no meio da batata. Olhou para mim. E riu, com os olhos cheios d'água.

"Demorou, hein, magrela. Oito anos."

Depois segurou a minha mão. "Agora me ensina essas regras novas."

Ensinei ali mesmo, no meio das batatas: o freio da fome que a menopausa afrouxa, a encarregada que se aposenta, a regra vencida. Lá atrás, ninguém tinha ensinado a nenhuma de nós duas. Agora eu ensinei a ela.

Mostrei a lista de sinais. Ela marcou sete.

Tirou o celular do avental: "Me manda o link desse questionário aí."

Nenhuma de nós duas tinha falhado. A gente só estava seguindo uma regra vencida.

Quanto custa: por mês, menos que só a caneta na farmácia. E com médico e nutricionista.

Foi o preço que me tirou da farmácia. Então vou te contar como eu fiz a conta.

Na farmácia, só a caneta de marca já pesa no bolso na dose de começo. Quando a dose sobe, o preço sobe junto.

O plano do botão deste texto é de 2 meses. E já vem com médico, nutricionista, acompanhamento e o tratamento com tirzepatida.

O valor aparece no fim do questionário, na tela do plano. Foi olhando para ele que eu fiz a minha conta no papel.

À vista, os 2 meses inteiros do plano custam menos que 1 mês só da caneta, sozinha, na farmácia.

✕Só a caneta, na farmácia

  • Já pesa no bolso na dose de começo, e sobe junto com a dose.
  • O médico é por fora.
  • A nutricionista é por fora.
  • Ninguém olha de novo todo mês.

✓O plano deste texto

  • Os 2 meses inteiros saem por menos que 1 mês só da caneta.
  • Médico e receita, quando ele indica.
  • Nutricionista sem limite.
  • Alguém olha de novo todo mês, e o WhatsApp responde todo dia.
A mesma conta do ponto de ônibus. Dessa vez, fechou.
A mesma conta do ponto de ônibus. Dessa vez, fechou.

Como funciona, do jeito que foi comigo:

  1. 1
    Você responde o questionário de saúde
    Poucos minutos, no celular. Peso, altura, hábitos, doenças e remédios.
  2. 2
    Você vê o plano e o valor
    Antes de qualquer cobrança.
  3. 3
    Você paga do jeito que cabe no seu bolso: à vista ou em até 12x no cartão
    Se o médico não indicar o tratamento, volta tudo, sozinho.
  4. 4
    Um médico lê as suas respostas
    Em até 1 dia útil.
  5. 5
    Se ele indicar, o tratamento chega em casa
    A receita vai para a farmácia parceira. Chega em até 5 dias úteis, numa caixa térmica com gelo, com frete grátis e embalagem discreta.
  6. 6
    Todo mês, alguém olha de novo
    O médico revê a dose. A nutricionista cuida do prato. O time responde no WhatsApp todos os dias.

Plano de 2 meses

Médico, nutricionista, acompanhamento e tratamento com tirzepatida (com receita).

O valor aparece depois que você responde o questionário e vê se é qualificada para o tratamento, na tela do plano, antes de qualquer cobrança.

Dá para pagar à vista ou parcelar em até 12x no cartão: o importante é caber no seu bolso.

Depois dos 2 meses, o plano renova, com aviso por e-mail antes de cada cobrança.

Eu prefiro saber dessas coisas antes. Por isso estou contando.

Se o médico disser não, o dinheiro volta. E por que são 2 meses.

Foi isso que me fez pagar sem medo.
Foi isso que me fez pagar sem medo.

São duas proteções. A primeira: se o médico não indicar o tratamento, o dinheiro volta inteiro, sozinho. Ninguém precisa pedir.

A segunda: a Vauti tem uma garantia de satisfação para o acompanhamento dos 2 primeiros meses. As regras aparecem antes de pagar.

Por que 2 meses? Porque a dose começa baixa e sobe aos poucos.

O médico precisa de tempo para ver como o corpo responde. Se as primeiras semanas parecerem devagar, não é fracasso. É um caminho que sobe devagar de propósito.

SIM, QUERO SABER SE O PLANO É PARA MIM

Responder é grátis · o valor aparece antes de qualquer cobrança

"E aquela caneta mais barata, vendida pelo Instagram?"

Duas caixas chegaram na minha casa. Só uma tinha alguém do outro lado.
Duas caixas chegaram na minha casa. Só uma tinha alguém do outro lado.

Eu tentei. Ficou uma semana na porta da minha geladeira, e eu nunca tive coragem.

Quem compra sozinha não sabe a origem, nem a dose certa. E não tem a quem perguntar quando o enjoo vem ou quando trava.

O nome do remédio está na internet. A receita, a dose e quem acompanha cada mês, não.


O que as mulheres da igreja me perguntam (até sobre o medo da injeção)

"Tenho medo de injeção."

Eu também tinha. A aplicação é feita por baixo da pele, e o time da Vauti explica como e com que frequência. Qualquer dúvida vai para o WhatsApp, que atende todos os dias.

"E o enjoo?"

Pode acontecer, principalmente no começo e quando a dose sobe. Por isso a dose começa baixa, e tem alguém olhando.

"Se é o estrogênio que cai, não dá para só repor hormônio?"

A reposição de hormônio é conversa para ter com o seu ginecologista. Ela é usada para os sintomas da menopausa, como o calorão. Não é um remédio para emagrecer. Se você já usa, conte ao médico no questionário.

"Já tentei de tudo. E se travar?"

Perder peso não é uma linha reta. É por isso que o médico olha de novo todo mês. Travar não é fracasso seu. É um sinal para quem acompanha ajustar o caminho.


A caneta não é para todo mundo. Veja se é para você.

✓É para a mulher que…

  • Tem peso a mais, fez o que mandaram e ouviu que "é da idade".
  • Quer fazer isso com médico, e não sozinha.
  • Já pensou na caneta, mas parou ou nem começou por causa do preço. Como eu.

✕Não é para quem…

  • Quer perder só um ou dois quilos. Se o peso está dentro do normal para a altura, o questionário recusa.
  • Está grávida, amamentando ou tentando engravidar.
  • Tem certas doenças, como diabetes tipo 1, problema sério no pâncreas, nos rins ou no fígado, ou câncer na tireoide. O questionário pergunta, e o médico decide.
  • Quer usar sem médico. Eu tentei esse caminho, e ele parou na porta da geladeira.

Essas recusas, para mim, foram uma boa notícia. Mostram que tem alguém lendo, e que nem todo mundo passa.

Logo é Natal de novo. Você vai chegar lá por um destes dois caminhos.

A Jéssica vai juntar todo mundo na mesma mesa. Vai pôr o celular no timer e correr para o meu lado.

E o coral vai cantar na igreja. Este ano, eu e a Neide, lado a lado.

Eu sei como quero estar nessa foto: sem culpa, e sem estar sozinha nisso.

O Natal de sempre
CAMINHO 1

O Natal de sempre

Mais um Natal pensando em comida a tarde toda. A mesma frase: "é da idade". De novo na roupa que ainda serve. Sozinha, com a regra vencida. E a gordura de dentro, a que anda junto com o açúcar e a pressão, crescendo mais um ano.

O caminho do corpo de agora
CAMINHO 2

O caminho do corpo de agora

Imagine chegar no Natal e se reconhecer na foto. Com um médico olhando o seu caso e alguém no WhatsApp. A caneta, só se ele indicar.

Não é culpa sua ter ficado no primeiro caminho até hoje. Eu fiquei cinco anos. Só que o tempo passa nos dois.

Mais pra frente, imagine: quatro da tarde, no meio do seu dia.

Você percebe que não pensou em comida desde o almoço. Você estranha, para um instante. Depois segue o dia.

Parece pouco. Para quem vive com a cabeça na comida, não é.

O caminho do corpo de agora não promete um número. Promete que você não vai fazer isso sozinha.

A mulher que eu era não sumiu. Ela só passou anos seguindo uma regra vencida.

SIM, QUERO SER ACOMPANHADA

Médico, nutricionista e WhatsApp todo dia · se você se qualificar · responder é grátis

P.S. Se alguém já te disse "é só fechar a boca", saiba: a culpa nunca foi sua. Eu disse essa frase para a Neide, e estava errada. Ela me perdoou. Agora tire esse peso de você também.

P.P.S. Responder o questionário é só o primeiro passo: o valor aparece antes de qualquer cobrança. E, se o médico não indicar o tratamento, o dinheiro volta inteiro.


O que mulheres escrevem na internet sobre isso

Não sou só eu. Olha o que outras mulheres escrevem na internet sobre a menopausa e o peso. São comentários públicos, de verdade.

Comentário público no YouTube

"Ainda tenho medo, mas já tentei de tudo. Engordei quase 20kg com a menopausa."

Comentário público no YouTube

"Eu achava q era frescura ou falta de força de vontade das amigas mais velhas. Agora cheguei no climatério, sou atleta, e tô pagando a língua. […]"

Comentário público no YouTube

"havia engordado 12 quilos principalmente na barriga e na costa, fiz reeducação alimentar Dietas junto com a academia e nada diminuía minha barriga"

Comentário público no YouTube

"agora aos 49 anos e estando na perimenopausa percebi as dificuldades para eliminar gordura na barriga"

Comentário público no YouTube

"[…] É horrível não ser vc mesmo, era isso que os sintomas faziam comigo: me roubavam de mim!"

Nenhuma delas fez nada de errado. Todas fizeram com o que tinham. O caminho que elas tinham é que estava pela metade.

QUERO VER SE EU TAMBÉM ME QUALIFICO

Responder é grátis · se o médico não indicar o tratamento, o dinheiro volta inteiro


Fontes

  • O músculo que começa a ir embora na menopausa (mais de mil mulheres acompanhadas por anos): Greendale e cols., "Changes in body composition and weight during the menopause transition", JCI Insight, 2019 (PMID 30843880).
  • Gordura de dentro da barriga na menopausa (380 mulheres, quase 12 anos): Greendale e cols., "Changes in Regional Fat Distribution and Anthropometric Measures Across the Menopause Transition", J Clin Endocrinol Metab, 2021 (PMID 34061966).
  • Boa parte do ganho de gordura acompanha a idade: Ambikairajah e cols., "Fat mass changes during menopause: a metaanalysis", Am J Obstet Gynecol, 2019 (PMID 31034807). Whitaker e cols., "Sex differences in the rate of abdominal adipose accrual during adulthood: the Fels Longitudinal Study", Int J Obes, 2016 (PMID 27005404).
  • O estrogênio, a gordura de dentro da barriga e o músculo (estrogênio pausado por 5 meses em mulheres de uns 35 anos): Shea e cols., "Body composition and bone mineral density after ovarian hormone suppression with or without estradiol treatment", Menopause, 2015 (PMID 25783468).
  • A fome na transição da menopausa (94 mulheres, 5 anos): Duval e cols., "Effects of the menopausal transition on dietary intake and appetite: a MONET Group Study", Eur J Clin Nutr, 2014 (PMID 24065065).
  • O estrogênio e o apetite ao longo do ciclo menstrual: Asarian e cols., "Modulation of appetite by gonadal steroid hormones", Philos Trans R Soc Lond B Biol Sci, 2006 (PMID 16815802).
  • Gasto do corpo em repouso e idade: Karppinen e cols., "Age But Not Menopausal Status Is Linked to Lower Resting Energy Expenditure", J Clin Endocrinol Metab, 2023 (PMID 37265230). Lovejoy e cols., "Increased visceral fat and decreased energy expenditure during the menopausal transition", Int J Obes, 2008 (PMID 18332882).
  • A gordura de dentro da barriga e o açúcar e a pressão (3.001 adultos; a gordura de dentro andou mais junto com os fatores de risco do que a gordura de baixo da pele): Fox e cols., "Abdominal visceral and subcutaneous adipose tissue compartments: association with metabolic risk factors in the Framingham Heart Study", Circulation, 2007 (PMID 17576866).
  • O estrogênio e onde a gordura fica: Leeners e cols., "Ovarian hormones and obesity", Hum Reprod Update, 2017 (PMID 28333235).
  • Menos GLP-1 no sangue depois da menopausa: Santos-Marcos e cols., "Influence of gender and menopausal status on gut microbiota", Maturitas, 2018 (PMID 30244778). Karakus e cols., "The effects of 17β-estradiol plus drospirenone on anthropometric and biochemical measures of adiposity in menopausal women", Arch Gynecol Obstet, 2012 (PMID 22791413).
  • O estrogênio e o freio do GLP-1, em laboratório (camundongas, ratas e pedaços de intestino humano): Handgraaf e cols., "17-β Estradiol regulates proglucagon-derived peptide secretion in mouse and human α- and L cells", JCI Insight, 2018 (PMID 29618657). Maske e cols., "Estradiol modulates the anorexic response to central glucagon-like peptide 1", Horm Behav, 2017 (PMID 28558993). Asarian e cols., "Estradiol increases body weight loss and gut-peptide satiation after Roux-en-Y gastric bypass in ovariectomized rats", Gastroenterology, 2012 (PMID 22609384).
  • Fome como aviso entre intestino e cérebro: Meyer-Gerspach e cols., "Endogenous GLP-1 alters postprandial functional connectivity…" (estudo piloto), Diabetes Obes Metab, 2018 (PMID 29790260). van Bloemendaal e cols., "GLP-1 receptor activation modulates appetite- and reward-related brain areas", Diabetes, 2014 (PMID 25071023).
  • Dieta e exercício de sempre (grupos de comparação: cerca de 2% a 3% do peso em mais de um ano): Wilding e cols., N Engl J Med, 2021 (PMID 33567185). Jastreboff e cols., "Tirzepatide Once Weekly for the Treatment of Obesity", N Engl J Med, 2022 (PMID 35658024). Nas mulheres do estudo da tirzepatida, o grupo de comparação perdeu 2% antes da menopausa e 3% durante e depois: Tchang e cols., Obesity, 2025 (PMID 40074721).
  • Parte do peso perdido que é massa magra (de um quarto a pouco mais de um terço, em média) e o efeito do treino de força: Eisa e cols., "Lean Mass Changes With Incretin Therapy Versus Lifestyle Intervention: A Systematic Review and Meta-Analysis of Randomised Controlled Trials", Diabetes Obes Metab, 2026 (PMID 41877354).
  • Quanto o remédio rende: 2.539 adultos, 72 semanas, todos com o mesmo conselho de dieta e exercício; perda média de 15,0%, 19,5% e 20,9% do peso nas doses de 5, 10 e 15 mg, contra 3,1% no placebo. Jastreboff e cols., N Engl J Med, 2022 (PMID 35658024). Estudo pago pela fabricante.
  • Tirzepatida em mulheres antes, durante e depois da menopausa (mulheres com peso acima do normal; as que estavam só um pouco acima tinham outro problema de saúde; nenhuma com diabetes): Tchang e cols., "Body weight reduction in women treated with tirzepatide by reproductive stage: a post hoc analysis from the SURMOUNT program", Obesity, 2025 (PMID 40074721). Análise feita depois do estudo, por autores ligados à fabricante.
  • Posição de sociedade de menopausa sobre a prova nessa fase: Sánchez-Prieto e cols., "Incretin-based therapies in peri- and postmenopausal women with obesity", Maturitas, 2026 (PMID 42664617).
  • Informar ao médico o uso de hormônios: Viana e cols., "Tirzepatide and oral progestogens: A hypothesis-generating review", Maturitas, 2026 (PMID 42721915). Revisão que só levanta hipótese.
  • Preço da caneta de marca na farmácia (dose de começo, caixa que dura 1 mês), comparado com o plano de 2 meses: comparador de preços CliqueFarma, consultado em 14/10/2026. O preço máximo de cada apresentação é definido pela CMED (Anvisa) e sobe com a dose.
  • Valor do plano: tela do plano no questionário da Vauti, lida em 12/10/2026 e conferida no código do questionário em 19/10/2026.
  • Conteúdo de marca sobre a Vauti: site do jornal O Globo, "Vauti aposta em tecnologia e cuidados especiais para transformar o emagrecimento", PulseBrand, 2026.
  • Falas de mulheres: comentários públicos no YouTube e no Reddit, coletados entre 2025 e outubro de 2026. Anônimas.

Aviso médico. A história da Sandra é ilustrativa: personagem criada a partir de relatos reais de mulheres brasileiras. Ela não é paciente real. Os depoimentos e as fotos de clientes foram publicados pela Vauti no site dela. Quem publica este texto não os verificou. As outras fotos e desenhos desta página são ilustrações, menos os prints do O Globo. Este conteúdo é informativo e publicitário. Ele não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento médico. Remédios para perda de peso só devem ser usados com receita e acompanhamento de médico. Como todo remédio, podem causar efeitos colaterais. Só o médico pode dizer se há indicação para cada pessoa. Resultados variam de pessoa para pessoa e não são garantidos. A VAUTI não é uma farmácia e não é uma clínica médica: as consultas são feitas por clínicas médicas independentes e os remédios são fornecidos por farmácias credenciadas. Quem publica este texto recebe comissão pelas contratações feitas pelo botão.

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